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A regulação do exercício profissional da música em Lisboa

Seminário PROFMUS
23 de Fevereiro, às 16h - Colégio Almada Negreiros (sala 209) A regulação do exercício profissional da música em Lisboa: a Associação Música 24 de Junho (1842-1893)

Rui Magno Pinto (CESEM - NOVA/FCSH)


A 8 de Julho de 1842, quarenta e dois “professores de música” celebraram uma escritura de coligação que atribuía ao aclamado Presidente da Associação e à Comissão nomeada o encargo de assegurar a sua escrituração colegial para as orquestras dos teatros da capital e que prevenia a contratação individual e a desvinculação dos músicos signatários. A escritura da nova associação, que tomaria o título de 24 de Junho, ratificava-se na Casa do Despacho da Real Irmandade de Santa Cecília, onde também se realizavam as conferências do Montepio Filarmónico, o que confirmava a interdependência da nova corporação de instrumentistas de orquestra, da Irmandade e da mutualista: com efeito, os músicos da Associação Música 24 de Junho haviam obrigatoriamente de pertencer à Irmandade de Santa Cecília e ao Montepio Filarmónico. Por via da imediata aprovação de Bases de Estatutos, Estatutos e Regulamentos Internos, a soberana administração das três corporações ficaria confiada, em última instância, ao Conselho da mais recente Associação Música 24 de Junho – a um órgão de nomeação e de titularidade inamovível – e assim perduraria, apesar de ulteriores revisões estatutárias, por mais de quarenta anos. Tomando como objecto de estudo três crises internas ocorridas em inícios da década de 1850; nos últimos anos da mesma década e primeiros da década seguinte; e entre 1878-1884, a presente comunicação procura discutir a administração do exercício profissional da música em Lisboa pela Associação Música 24 de Junho, desde a sua fundação à sua reestruturação, como associação de classe, em 1893.

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